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January 03 Vaticano coloca punk, metal e jazz em trilha do infernoVaticano coloca punk, metal e jazz em trilha do inferno O Globo Rio - A "Divina Comédia", obra em poesia de Dante Alighieri que dá um panorama do pensamento medieval por uma viagem pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, vai ganhar música. O diretor do Centro Litúrgico do Vicariato de Roma, monsenhor Marco Frisina, anunciou para o segundo semestre deste ano uma montagem no Vaticano de um musical baseado nos versos de Dante. Segundo o jornal italiano "La Reppublica", a montagem não será uma ópera no sentido clássico do termo, nem uma ópera-rock, apesar de monsenhor pretender usar o punk e o metal no espetáculo; mas uma representação teatral que vai recorrer a diversos estilos para contar a trajetória de Dante, guiado por Virgílio, até encontrar-se com sua amada Beatriz, ao fim do poema. Assim, o "Inferno" vai ser contado em ritmo de pop, punk rock, heavy metal e jazz, de acordo com o jornal italiano. Para o Purgatório, Frisina pretende usar principalmente música gregoriana; e os versos de "Paraíso" vão ser recitados com uma "explosão em triunfo de uma ária de música lírica e sinfônica". Monsenhor Frisina entende do riscado: já elaborou espetáculos musicais baseados em João Paulo II, São João Bosco e até sobre o romance entre Maria Callas e o armador grego Aristóteles Onassis. O espetáculo será patrocinado pelo Vaticano, o Senado e a Câmara dos Deputados da Itália, e será montado em "um grande teatro de Roma", segundo Riccardo Rossi, diretor geral da Nova Ars, empresa que irá produzi-lo. January 02 All about JazzHá pouco tempo, por meio do portal BBC, conheci o site “All about Jazz” e, desde então, virei um assíduo freqüentador. O site é simples, mas riquíssimo em informações. Talvez não seja o melhor lugar para começar a aprender sobre Jazz, mas só o perfil de John Coltrane já paga a visita. Confira: Comentários sobre a viradaBom, o que dizer da virada em Ipanema? Foi o previsível programa de índio: chuva, muita gente bêbada etc. Mesmo não gostando de tumulto, sempre acabo nesse tipo de evento. Não vou resmungar muito, seria uma ofensa aos amigos Fabão, Kaled e Arnaldo (este último, conhecido lá mesmo por meio do primeiro). Só pela companhia destes valorosos mancebos já valeu a pena ir pra lá. Quanto à festa não tenho muitos elogios. Pra começar, o público era esmagadoramente masculino. Havia mais meninas no posto 9, onde acontecia o bate-estaca, mas, no geral, a praia não estava tão florida. A organização do palco principal deixou muito a desejar. Cheguei à Ipanema no final do show do Sergio Mendes, muito elogiado pelo Arnaldo. Só consegui acompanhar suas versões de Berimbau e Surfboard, não lembro de outra canção. Ouvi o disco Timeless em casa e achei bom. Recomendo audição. O problema foi o Sergio Mendes ter feito o show muito cedo, um pecado. Já havia bastante gente ao tempo da apresentação, porém ele merecia mais. Você vai me dar razão. Sabe quais eram os artistas que vieram depois dele? DJ Marlboro e Funk ’n Lata. Fala sério, né?! O Ivo Meireles e seu grupo, coitados, nem repertório próprio têm! Apelaram pra “Cidade Maravilhosa” e até para os esquecidos Molejo e Art Popular. Só pode ter sido sacanagem dos organizadores. Se eu fosse o Sergio Mendes não voltaria no show do Black Eyed Peas. A atração principal foi bem, contagiou o público com seus vários sucessos. A menina Fergie me decepcionou um pouco. Primeiro porque lhe faltou voz para cantar Sweet Child O’ Mine, do Guns. Depois porque ostentava uma barriguinha saliente, absolutamente incompatível com a silhueta perfeita propagandeada pela mídia. Apesar disso, ela é carismática, bela e uma boa artista. Mas, e aquele will.i.am? Sem carisma nenhum, só chamava atenção pelo boné à Milton Nascimento. O índio estava melhor, assim como o outro componente negro. No geral, o grupo foi bem. Mas no próximo réveillon Ipanema não será o meu destino, nem ressuscitando os Beatles! December 31 Virada em Ipanema!Hoje, 31 de dezembro, todas as atenções estão voltadas às comemorações do réveillon. No Rio, um detalhe chato: a bandidagem “graúda” comanda, do complexo penitenciário de Bangu, abomináveis investidas de seus lacaios contra policiais e cidadãos de bem nas ruas. Como todo carioca que aprendeu a ignorar os perigos escondidos em cada esquina da cidade, estou bem, obrigado, e vou curtir a virada naquela ilustre porção de areia banhada pelo Atlântico, celebrizada por Tom e Vinícius: Ipanema Beach. Nessa outrora bucólica praia haverá, entre hoje e amanhã, o maior sururu do Rio desde a orgia musical dos Stones: o show do grupo de funk-hip hop-soul-dance-samba-salsa-R&B-pop Black Eyed Peas. Sim, Copacabana vive seu ocaso. César “Fruitcake” Maia decidiu transformar de vez a princesinha do mar no reduto de velhinhos. Ipanema passa a ser o point da galera jovem. São Pedro, avisado da possível confusão, já está jogando uma aguinha sobre a cidade, tentando, talvez em vão, conter o fogo da rapaziada. Mas nem a horda de traficantes, nem a legião de anjos e santos dos sete céus serão capazes de conter o ardor juvenil! Se você está entre os milhares (ou milhões) de cabeças ansiosas pela chegada de 2007 na praia de Ipanema, confira a programação abaixo. POSTO 8 19h DJ Nado Leal 19h30 John Legend 20h30 Sergio Mendes 21h30 DJ Nado Leal 21h40 DJ Marlboro 23h Funk’n’Lata 23h55 Nokia Sound track 0h02 Black Eyed Peas 1h15 Grande Rio 2h Anthony Rother 3h Término POSTO 9 18h DJ Harebow LEx 19h DJ Rafael RM2 20h DJS Jonas Rocha e Leo Janeiro 21h DJ Patricinha Tribal 22h DJS Marian Flow e Ze O. 23h Infected Mushroom 1h DJ Digital X 2h A.J. Crypt e Ralph Ballschuh 3h DJs Renato Bastos e Breno UngBurger King recebe processo por hambúrguer com maconha
A notícia é passada, mas interessante. O site INVERTIA geralmente veicula essas curiosas reportagens. Vale a pena dar uma olhada em seu conteúdo, não tanto pela bizarrices jornalísticas, mas pelas informações relacionadas a investimentos no mercado financeiro. Abaixo, a matéria. Empresas Burger King recebe processo por hambúrguer com maconha Terça, 7 de Novembro de 2006, 10h51 Fonte: INVERTIA (http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200611071251_INV_30103481)
Dois policiais dos Estados Unidos entraram com processo contra o Burger King alegando que a rede de fast food serviu hambúrgueres recheados com maconha.
Segundo o processo, Mark Landavazo e Henry Gabaldon, policiais de Isleta Pueblo, localizada a 21 km de Albuquerque, no Estado do Novo México, compraram lanches no drive-through da rede em 8 de outubro no restaurante de Los Lunas, Novo México.
Os policiais teriam comido metade dos lanches antes de descobrir que havia maconha na carne, segundo o processo. Eles teriam usado equipamentos especiais da polícia para identificar se a substância era realmente maconha, e se dirigiram a um hospital local para avaliações médicas.
"Isso dá um significado completamente novo para a palavra 'Whopper' (nome de um dos lanches da rede que, na gíria, significa coisa gigantesca)", afirmou o advogado dos policiais, Sam Bregman, segundo a agência Associated Press.
Três funcionários do restaurante Burger King foram presos e indiciados por posse de drogas e agravo a autoridade. O processo, impetrado sexta-feira na cidade de Bernalillo exige indenização, cujo valor não foi informado.
Executivos da sede do Burger King em Miami se recusaram a comentar o incidente, citando a política da empresa de não discutir processos em andamento. December 30 Entrevista de Evo Morales
A edição especial de Newsweek traz, como já disse, uma entrevista com Evo Morales. O presidente da Bolívia percebeu que, em uma entrevista para a magazine – fonte de informação de metade dos EUA – seria impróprio propalar sua intervenção no setor de gás natural como um ataque socialista ao capital estrangeiro. Ao invés disso, Morales procurou vender seu peixe dizendo que almeja trabalhar em conjunto com as empresas internacionais, que só quer melhorar a vida de seu povo sem prejudicar a lucratividade das petroleiras. Em um determinado momento, Morales alega: nacionalização para nós significa exercer nosso direito de propriedade. Quer direito mais liberal do que o de propriedade? Logo depois, Morales diz que o governo resolverá os problemas econômicos e sociais do país com o suporte de organizações internacionais. O índio não é bobo... O conteúdo impresso segue abaixo. Did we kick them out? When Bolivian President Evo Morales nationalized the gas industry last May 1, it was seen as the latest move toward greater state intervention in the energy sector by countries stretching from Venezuela to Russia. The critics have dubbed it “energy populism”. But Morales says his move was misinterpreted: that he is pursuing a “new nationalization of the millennium”. He spoke to NEWSWEEK’s Jimmy Langman. Excerpts: LANGMAN: How will your new model work? MORALES: After gas-reform laws in 2005, our gas-export revenue rose from $250 million to $500 million. With the nationalization decree, that rose to $1.2 billion. At bigger fields, the 18 percent take for the state and 82 percent for the companies is now 82 percent for the state and 18 percent for the companies. And the companies are accepting this. This is nationalization without expulsion or expropriation, in which companies recover their investment and have the right to make a profit. And will there be a big state gas company? Yes, we are refounding the state gas company, YPFB, to partner with the private companies for all aspects of the gas-production chain. If companies want to invest with us, welcome. We are very advanced in negotiations with Total of France, Repsol of Argentina, PDVSA of Venezuela. [Since this interview, negotiations with more than 10 companies have been successfully concludes, including the partially state-owned Brazilian company Petrobras. ] Many saw your move as a serious setback for foreign investment. Look, I have been called in the media almost everything. But how many oil companies have we kicked out? None. This is a new model of nationalization of the new millennium to solve our problems with our own natural resources, instead of accepting foreign aid all the time. We want to restore dignity to our country. If the private multinational companies want legal security, they must strike agreements with governments like ours to help guarantee social security for people. But if we don’t solve social problems like health, education, housing, jobs, then people will rise up and question the process. If this isn’t old-style nationalizations, maybe it needs another name? Nationalization for us means to exercise the right to our property, and we exercise that right in a way that’s legal and constitutional. Is nationalization really about changing the neoliberal economic model? Exactly. In Bolivia, governments have never solved the economic and social problems of the majority. Especially our indigenous sector, which has been excluded, discriminated, marginalized, offended, exploited, robbed, forgotten. This government, with the support of international organizations, other nations, businessmen, will solve these problems. In conversation Bill Clinton told me he understood that Bolivia does not want do be a colony, and in this he offered his support. Critics say more state control creates greater inefficiency. If private-sector investors put their resources in Bolivia, they will get out full cooperation. We want a diverse economy with cooperatives, associations, collectives of businesses, private companies. I have meeting with countless private businesses that don’t want to get involved in politics or ideology; they just want do maintain profitable businesses. We do all we can to support them For example, we are doing lots of work to extend the Andean Trade Preference Act ins the United States. Ex-presidents Bill Clinton and Jimmy Carter have told us they will support us in that. A lot of people say Venezuela is your most important partner. Is that true? I admire them and respect them a lot. I respect Fidel a lot, too, for what he has done in health and education. Chávez is supporting us in health issues, infrastructure, in a totally unconditional way. The help we get from other partners – Argentina, Norway, Denmark, Spain and France – is also impressive. France’s president has said, “Evo, we respect it, and you have all our support for nationalization”. Is Bolivia a model for other poor but gar-rich countries, like Ecuador? We want to export our products, not our policies. We want trade treaties that benefit people. Up to now, free-trade treaties have generally led to transnationals flooding our markets and eliminating small producers. We want fair trade. Instead of Bolivians and Latinos invading the United States, we want our products to invade the United States. But if we don’t resolve this problem, Latinos will continue to arrive in the United States, and soon we will have our own candidate for president of the United States. Our trade proposal, then, solves our economic problem and the immigration problems of the United States. This is the great opportunity. Newsweek: primeiras impressõesDecidi assinar Newsweek por um ano a fim de melhorar meu inglês. Até agora não me enviaram o boleto solicitado, apenas os exemplares, o que muito me agrada. rs A primeira revista é um especial sobre energia, dividido em seis tópicos: Geopolitics, The Economy, Corporations, The Other Fossils, Nuclear e Petrol Society. Não li quase nada desta edição, apenas dois artigos inescapáveis à primeira vista, na verdade, um artigo e uma entrevista. O artigo versa sobre a pujança de nossa Petrobrás (ex-Petrossauro). A entrevista, um petardo: Evo Morales defende seu “nacionalitarismo” com argumentos bastante interessantes. Mas, disto eu falo depois. Com relação à edição ordinária, trata-se da que ficará nas bancas de 25 de dezembro a 1º de janeiro. A capa: Daniel Ortega, presidente eleito da Nicarágua. Newsweek é uma revista bastante agradável ao olhar. Logo de cara há o Periscope, uma seção de notas e artigos breves. Entre estes, destaco um referente à crescente importância, em poder e dinheiro, adquirida por São Petersburgo, internamente na Rússia. De acordo com o periódico, o esvaziamento de Moscou e o conseqüente incremento da outra cidade devem-se, não só aos incentivos fiscais e de infra-estrutura oferecidos por São Petersburgo, mas especialmente aos arranjos políticos por trás dessas benesses. Na verdade, Putin e seus companheiros estariam preparando o terreno para sua aposentadoria do Kremlin. Explico: a idéia é criar um centro alternativo de poder – coincidentemente a cidade natal do presidente – repleto de grandes empresas do setor energétic, em que Putin e seus cossacos burocratas venham a ser os chefões caso percam seus assentos em Moscou. A título de exemplo, a gigante Gazprom já é liderada por Dmitry Medvedyev e Aleksei Miller, “dois antigos aliados de Putin com fortes conexões com São Petersburgo”. Após o Pericope, há a seção de cartas – Letters – mas nenhuma merece menção. Em seguida vem o World View, pelo visto, uma seção dedicada a um artigo sobre geopolítica. O dessa edição é escrito por Fareed Zakaria e toma a forma de um conselho a George W. Bush: que ele saia logo do Iraque, pois, aos olhos dos outros países do Oriente Médio, a suposta democracia implantada por Ele pode ser uma referência negativa – se isso é democracia, diria um saudita, eu prefiro viver aqui com os meus monarcas. Aliás, é incrível a quantidade de reportagens sobre o Oriente Médio! Depois do artigo de opinião mencionado, vem a seção World Affairs, sobre assuntos mundiais. Um bem interessante é sobre a falta de profissionais qualificados para ocupar os vários empregos disponíveis na Alemanha, surpreendente para mim. Um dado: 80% dos desempregados germânicos têm falta de habilidades requeridas no mercado. Pensando melhor, o dado nem choca tanto. A revista não fala, mas me parece que os desempregados, quase todos, são do lado leste – antiga zona de influência soviética. A seção U.S. Affairs traz o artigo mais interessante da revista, relativo à possibilidade de um integrante de minoria alcançar a Presidência da República. Os dois nomes mais cotados são Hillary Clinton – uma mulher, como se sabe – e Barack Obama – um senador negro de Illinois, ilustre desconhecido para os brasileiros. Há muitas outras coisas na revista, mas não vou me estender mais, porque o texto já está muito longo. Vê-se que sou um péssimo blogueiro! Um retorno ao heavy metalO Iron Maiden foi uma das bandas mais marcantes da minha adolescência. Apesar de eu não ter vivido durante a idade de ouro do heavy metal inglês, nos anos 80, acabei me interessando por esse tipo de som, em época bem mais recente, devido às conversas com um dos porteiros do meu prédio, o Carlos. O Carlos – ou Casé, pros mais íntimos – merece um tópico próprio, porque é uma das pessoas mais especiais que conheço. Interessa, no momento, falar sobre minha iniciação teórica ao mundo do rock, que se deu, como já disse, por meio do Carlos. Este, de fato, viveu sua juventude durante os anos 80 e assistiu, não só ao apogeu do Iron, mas também ao de bandas como Queen, AC/DC, Scorpions e outras. Além destes grupos, por ele conheci outros um pouco mais antigos, como os famosos The Who, Deep Purple, Pink Floyd, Led Zeppelin e Black Sabbath. Nos últimos tempos passei a ouvir outro tipo de som, freqüentemente Jazz, MPB e R&B, mas não desprezo um bom hard rock ou um heavy metal veterano. Por isso, na semana passada quase tive um ataque do coração ao ver clássicos do Maiden a preço de banana nas Lojas Americanas. Não sucumbi à tentação de comprar vários CDs, até porque o bolso já não permitia. Mas, para evitar arrependimento maior futuramente, juntei as pratinhas e adquiri, orgulhoso, um “The Number of the Beast”, o primeiro com Bruce Dickinson nos vocais. Confesso que já não sou o fã de outrora: pra quem se habituou à guitarra limpa do sensível Stanley Jordan, os riffs de Murray e Smith, do Iron, soam quase como insultos. Mas, admito, a qualidade vocal de Dickinson e o ritmo galopante do baixo de Harris ainda impressionam. Harris, além de exímio instrumentista, possui ainda outra qualidade prodigiosa: é um grande letrista. Longe de se ater apenas à batida temática satanista – mais marketing do que coisa séria – Harris envereda por vários caminhos, muitas vezes inspirado pelos escritos de Edgar Allan Poe (autor de famosos contos de mistério como “A Carta Roubada” – tenho uma coletânea de histórias dele, editora L&PM POCKET, 2005). Do “The Number of the Beast” destaco o hit Hallowed be Thy Name, cuja letra segue abaixo. I’m waiting in my cold cell, when the bell begins to chime |
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